A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 13/09/2021
No livro “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, é retratada a questão da escassez de alimentos enfrentada por Fabiano e sua família e os problemas à humanidade dos retirantes anteriores do contexto desumano. É fato, portanto, que na conjuntura hodierna, o Brasil enfrenta a mazela social da fome e suas consequências como um obstáculo estrutural e institucionalizado nas camadas menos abastadas da sociedade. Nessa perspectiva, é pertinente destacar a invisibilidade social dos tecidos afetados e a negligência governamental como fatores intensificadores da carência alimentar no Estado brasileiro. Assim, torna-se necessária a adoção de alternativas para o combate à fome no contexto nacional.
Precipuamente, é importante destacar uma invisibilidade social enfrentada por camadas paupérrimas do país. É evidente que o panorama de concentração de renda e desigualdade explícita em regiões marginalizadas são causas marjoritárias da carestia alimentar de milhões de brasileiros. Diante disso, é incontrovertível que a filosofia de Jean-Jacques Rousseau, célebre pensador suíço, de que o Estado democrático deveria promover igualdade à todos os cidadãos, inclusive garantindo segurança alimentar e riqueza nutricional a todos, não é seguida. Desse modo, projetos inclusivos ocupados a certeza alimentícia dos cidadãos canarinhos são essenciais para a harmonia salutar da população.
Concomitantemente, é válido ressaltar a negligência governamental como contribuinte da fome na Terra Tupiniquim. Isso pode ser comprovado por intermédio da interpretação do dado de que no Brasil, cerca de um quarto da população sofre pela insegurança alimentar moderada ou severa. Sob esse prisma, uma estatística exprime uma mazela social preocupante e ressalta, além da dicotomia do Brasil como um dos maiores agroexportadores mundiais, a falta de preocupação do Governo Federal com conjuntos mais carentes. Dessa maneira, uma reforma no setor social deve ser implantada aspirando a segurança alimentar.
Mediante ao exposto, o Ministério da Saúde associado ao Ministério da Economia, deve implementar centros de distribuição de alimentos e capital para compra dos mesmos, por meio da liberação de verbas para investimentos nos campos sociais, buscando a assistência à camadas menos favorecidos. Por conseguinte, o Ministério da Justiça, órgão gestor da administração pública do país, deve viabilizar pacotes de reformas dos meios competentes buscando o alcance da certeza alimentar aos cidadãos. Logo, com a adoção das medidas citadas, será possível alcançar o fim da fome do Brasil e distanciar-se da conjuntura de escassez alimentícia vivida por Fabiano em “Vidas Secas”.