A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 14/09/2021

Vive-se, hoje, uma difícil e pertinente desigualdade social no que diz respeito à alimentação, devido ao aumento do número de brasileiros que sofrem com a fome. Nesse sentido, essa questão é influenciada pela má distribuição de riquezas, o que gera, no futuro, cidadãos sem uma dieta básica de nutrientes necessários à vida. Dessa forma, em razão do desamparo governamental e do silenciamento do problema, a questão da fome se torna cada vez maior.

Deve-se pontuar, de início, que o desamparo governamental tem um grande papel no problema. Quando se tem uma péssima distribuição das riquezas produzidas no país, é inevitável que uma parcela da população se maleficie. Assim sendo, é dever do Governo reverter essa situação, como diz a Constituição Federal de 1988, no Artigo 3, que prevê uma sociedade justa e igual. Entretanto, essa realidade é inexistente no Brasil e fortemente agredida por situações como a concentração dos bens que, por consequência, se classifica como um fator motivador da fome, o que torna a resolução do problema mais dificultada.

Além disso, devido ao fato de essa questão ser silenciada, as pessoas se tornam reféns e totalmente desprovidas de mecanismos que poderiam ajudar a reverter a situação, o que gera o aumento da sua falta de conhecimento sobre o problema. Esse fator mostra o quão próxima está a realidade brasileira da Caverna de Platão, afinal, pouco se fala da questão da fome, assim como as sombras da metáfora. Dessa maneira, o tema é silenciado para que certas estruturas de poder sejam mantidas. Logo, verifica-se a necessidade do reparo desse sistema para que ele não permaneça mais na sociedade.

Portanto, uma intervenção faz-se necessária. Para isso, é preciso que o Poder Legislativo crie melhores leis que visem a distribuição igualitária de riquezas, a fim de que se tenha mais controle na questão da fome no Brasil. Além disso, a prefeitura das cidades deve promover palestras para a conscientização da população quanto aos seus direitos como cidadãos, com a participação de especialistas no assunto. Tais ensinamentos devem ser feitos no período do contraturno e nos órgãos públicos dos municípios, para que sejam formados cada vez mais pessoas conscientes. Assim, a concentração de riquezas, e consequentemente a fome, poderão se reduzir gradualmente.