A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 14/09/2021

A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 25, o direito humano à alimentação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto tal prorrogativa não vem se reverberando com ênfase na prática quando se observa a questão da fome no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização deste direito tão importante, diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater os problemas relacionados a falta de alimentação na população brasileira. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista Jonh Lock, configura-se como uma violação do contrato social, onde o Estado não cumpre sua função de proteção que os cidadãos disfrutem de direitos tão indispensáveis, como a fome no Brasil, o que é infelizmente evidente no país.

Ademais, é ponto fundamental a educação precária da população brasileira, como fator impulsionador do problema. Segundo documento divulgado pelo IBGE, mais de sete milhões de brasileiros convivem com a fome no brasil. Diante de tal exposto, embora a situação esteja mais controlada em algumas regiões do país, o problema existe em todo lugar, principalmente na região Nordeste. Logo é inadmissével que esse cenário tenda a pendurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se identificar esses objetivos. Para isso é imprescindível que o Ministério da Educação, por intermédio das prefeituras municipais por todo o Brasil, invistam tempo e dinheiro, dando a oportunidade para crianças estudarem em boas escolas, com materiais de qualidade e bons professores, pois somente com uma boa educação, esse cenário irá acabar. Assim se consolidará uma sociedade mais justa, onde o Estado desempenha seu contrato social, tal como afirma Jonh Lock.