A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 14/09/2021
O “holodomor” refere-se ao genocídio de milhões de ucranianos, que foram vitimados pela fome, como resultado da política econômica de Stalin no início do século XX. Paralelamente, no caso atual brasileiro, a situação demonstra-se preocupante à medida que se verifica a questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores. Nesse sentido, os problemas persistem devido à preponderância da falta de empatia na sociedade e a negligência estatal no atendimento às vítimas da fome. Assim, é evidente a necessidade de intervir sobre essa triste realidade de caráter histórico.
Em uma primeira análise, deve-se salientar que a questão da fome se caracteriza por um fenômeno provocado pelo exercício escasso da empatia na sociedade brasileira. De acordo com Immanuel Kant – filósofo prussiano - os indivíduos devem agir conforme o dever moralmente correto, o qual leva em consideração a existência do outro e cria uma lei universal. Entretanto, esse princípio, denominado imperativo categórico, não é plenamente executado no Brasil, visto que a fome, bem como seus fatores causadores contradiz a moral de respeito às diferenças individuais. Nessa perspectiva, serve de exemplo o pensamento errôneo no qual o indivíduo que sofre de carência alimentícia seria incapaz de agir na sociedade. Dessa forma, nota-se que esse desrespeito precisa ser desmotivado.
Em uma segunda análise, vale destacar que o descaso estatal frente a essas questões socioeconômicas prejudica demasiadamente o desenvolvimento sadio da população brasileira. Conforme explicitado pelo portal G1, 1% da população mais rica concentra cerca de 28% de toda a renda obtida no Brasil. Tal alarmante dado expõe a imensurável ineficácia das entidades públicas que atuam diretamente nesses estigmas, uma vez que as políticas sociais destinadas à resolução dessas determinadas problemáticas não são cumpridas efetivamente. Acerca disso, é pertinente afirmar que essa inércia estatal contribui com a manutenção da penúria alimentar e seus fatores instigadores, os quais não recebem o devido amparo.
Destarte, torna-se imprescindível a adoção de medidas a fim de solidificar políticas que visem ao combate da fome na sociedade. Assim, o Ministério da Educação e o Ministério dos Direitos Humanos, devem, por meio de verbas públicas, intervir na realização de campanhas midiático-digitais, com o intuito de formar os cidadãos quanto à importância do comportamento empático para com todos em prol de que a capacidade de ninguém seja posta em dúvida, o que pontua a consolidação do imperativo categórico, em cumprimento do papel das instituições públicas. Dessa maneira, tornar-se-á possível a construção de uma sociedade livre das severas consequências da fome, assim como aconteceu na Ucrânia e, logo, reverter tais efeitos devastadores.