A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 14/09/2021
Atualmente, o Brasil ocupa o 4º lugar no ranking dos maiores países produtores de alimentos do mundo, entretanto, a fome ainda é uma realidade no país. Tamanha contradição acontece devido tanto ao fato de que os pequenos produtores agrícolas são desamparados pelo governo, quanto à desigualdade social vigente no país.
A falta de subsídios governamentais aos pequenos produtores encarece o valor do produto final, visto que eles precisam vender seus produtos por um preço mais alto para conseguir lucrar, pois arcam sozinhos com os custos de produção e manutenção das lavouras. De acordo com o jornal ‘Correio Braziliense’, 70% da comida que chega ao prato do brasileiro vem da agricultura familiar, que ainda utiliza práticas rudimentares de plantio e colheita, e não disponibilizam de tecnologias que ajudam a aumentar a safra em quantidade e qualidade, o que encarece o preço da produção. Além disso, quando esses fatores são somados à instabilidades econômicas e ecológicas, como as enfrentadas em 2021, em que a economia está enfraquecida devido à Pandemia e a seca domina o país devido ao evento La niña, o preço nos mercados são incompatíveis com a renda das famílias de classe baixa.
Além disso, ainda há a desigualdade social, que pode ser considerada a principal motivadora para a fome no país. Observando o mapa da fome no Brasil, disponibilizado pelo site ‘Toda Matéria’, pode-se concluir que as regiões Norte e o Nordeste, são as que enfrentam os maiores índices de fome do país, entretanto, o Nordeste, por exemplo, é o maior produtor de frutas tropicais, deixando claro que maior parte da riqueza gerada com a venda desses produtos se concentram nas mãos dos grandes latifundiários, não havendo distribuição igualitária de renda. Além disso, segundo a folha, 12% da população vive com menos de R$300 por mês, valor insuficiente para manter as necessidades de um indivíduo, entre elas, a alimentação.
Sendo assim, é necessário que medidas que contornem a situação sejam tomadas. Para isso, o Ministério da Economia, em parceria com mercados, açougues e hortifrutis do país todo, por meio de verbas liberadas pelo Tribunal de Contas da União e incentivos fiscais para aqueles que aderirem ao projeto, deve promover o ‘Cartão Cidadão de Alimentação’ para as famílias que vivem com menos de 1 salário mínimo por pessoa, contendo crédiTo de, no mínimo, R$300,00, que deverá ser usado somente nos estabelecimentos em parceria com o governo, com a finalidade de democratizar o acesso à uma alimentação digna a todos os brasileiros e solucionar a questão da fome no país.