A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 14/09/2021

A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito a saúde e alimentação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a questão da fome no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a fome no Brasil. O desemprego no país cresce cada vez mais, assim como a desigualdade social, fazendo com que uma parte da população não tenha dinheiro suficiente para sustentar sua própria alimentação.

Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem dos direitos indispensáveis, como alimentação, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a pandemia do Covid-19 como impulsionador da fome no Brasil. Grande parte da população não pôde ir trabalhar, ou perdeu seus empregos. Além disso, com a inflação, o preço dos alimentos aumentaram, fazendo com que fosse mais difícil a compra de comida. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Estado, por intermédio de arrecadações e doações, distribua alimentos para os mais necessitados a fim de amenizar o problema da fome no Brasil. Assim, se consolidará uma sociedade mais justa, onde o estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.