A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 21/09/2021
Criolo, rapper e cantor paulista, em um programa de TV, fez a seguinte provocação: “se o amor dói, imagine a fome”. No Brasil, a fome é um grave problema que afeta grande parte da população. Hodiernamente, sabe-se que há uma problemática em relação às terras produtivas e seu fim. Embora a Constituição Federal garanta o direito à alimentação, há uma discrepância da prática em relação à teoria.
Em primeira análise, cabe destacar que o problema da fome no país é fruto de uma enorme disparidade social. Segundo dados da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), o Brasil ocupa o posto de terceiro maior produtor de grãos no mundo. Porém, trata-se de uma produção de caráter monocultural, como a soja, e destinada ao mercado externo. Consequentemente, a população não usufrui do alimento produzido em seu próprio solo, agravando o problema da fome.
Ademais, ao análisar esse cenário paradoxal e incongruente, nota-se um disparate ao direito à alimentação assegurado consitucionalmente. Sendo assim, vale a reflexão do filósofo francês Montesquieu: “a injustiça que se faz a um é um mal que se faz a todos”. Logo, a fome configura-se como uma forma de opressão aos necessitados. Desse modo, quando uma necessidade básica não é suprida, viola-se o direito a vida e dignidade de milhões de brasileiros.
Diante do exposto, é nítido que a fome no país é fruto de desigualdades sociais e ausência de políticas públicas que visem a resolução da questão. Portanto, a fim de solucionar esse problema, cabe o reivestimento em programas sociais por parte do Governo Federal. Dessa forma, os pequenos produtores, e não o Agronegócio, poderão ter protagonismo na produção de alimentos por meio de um crédito financeiro que possibilite o seu crescimento. Um exemplo disso é o PRONAF (Programa Nacional de Fortalecimento à Agricultura Familiar) desenvolvido com essa finalidade.