A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 20/09/2021

Após a eclosão da Revolução Industrial e a consolidação do capitalismo, a comida se tornou um produto comerciável. Certamente, esse fato gerou graves consequências à humanidade, como a questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores. Isto posto, é verídico afirmar que esta problemática está apoiada na má regulação do setor agrônomo brasileiro e na deficiente distribuição de renda à população. Portanto, medidas assertivas são necessárias para a resolução deste cenário.

Em primeira análise, destaca-se o crescimento do quantitativo de empresas agricultoras que não estão sob a tutela estatal. Segundo dados da Folha de São Paulo (2019), na última década, o setor agrônomo triplicou o seu número de companhias corporativas. Porém, este crescimento do mercado não resultou em melhores preços ao consumidor, agravando o problema da fome, ao passo que este perdeu poder de compra devido à inflação crescente.

Em segunda análise, ressalta-se a desigualdade financeira presente na sociedade brasileira. Conforme informações do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - o país está entre os 20 mais desiguais do mundo. Absolutamente, esse dado permite inferir que a concentração de renda é a principal causa geradora da fome endêmica no Brasil, visto que consoante ao economista americano John Keynes: “os recursos financeiros pessoais são primordialmente alocados às necessidades básicas, como a alimentação”. Fatalmente, o Estado brasileiro é falho ao prover as condições fundamentais à nutrição de seus cidadãos.

Destarte, é mister a resolução de tal problemática. Para tal, urge ao Ministério da Cidadania, por intermédio de verbas federais, a criação de programas de combate à fome que priorizem o atendimento da população de renda inferior a um salário mínimo, objetivando regular a balança nutritiva e levar maior dignidade a este grupo social. Sendo assim, a fome endêmica será reduzida e o progresso nacional se tornará natural.