A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 25/09/2021

Segundo o dicionário fome é definida como carência alimentar, subnutrição, ou seja, a falta de acesso à uma alimentação segura e saudável. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 37% dos brasileiros sofrem com algum nível de insegurança alimentar, a preocupação de se vai haver algum alimento, e diversos fatores contribuem para essa situação, entre eles o descaso do Estado para com a problemática, bem como a desigualdade social.

Em primeiro lugar, é importante aclarar a desatenção do Estado para com a questão. Assim sendo, existe a teoria das “instituições zumbis”, proposta pelo sociólogo Zygmunt Bauman, na qual as instituições, dentre elas o própria federação, estão perdendo e não cumprindo com a sua função social, fato que dialoga com a ausência de ação de cunho público, como a distribuição de verbas estaduais com a intenção de melhorar a realidade dos estados brasileiros. Ademais, como prevê o filósofo Thomas Hobbes, o governo deve garantir o bem-estar da população, de modo que fica claro que a atual conjuntra demonstra o abandono dos órgão públicos e o descumprimento de seu propósito. Logo, fica claro a passividade das autoridades mediante tal situação e a necessidade de medidas.

Não obstante, outro fator da insegurança alimentar é a desigualdade social e a falta de poder aquisitivo. Com o advento da Revolução Industrial no século XVIII, o mundo sofreu diversas alterações no modo de vida, dentre elas o aumento da disparidade social, uma vez que os donos dos meios de produção passaram a acumular e deter grande parte dos lucros, e pagar salários ínfimos para os trabalhadores, o que levou a configuração de mundo atual, onde parte da população não ganha o suficiente para sobreviver e culminou na discrepância social. Dessa forma, a fome está conectada com o desequilíbrio social que resultou na redução da capacidade de compra de suprimentos básicos, como a comida.

Em síntese, medidas se fazem necessárias para com essa controversa conjuntura. Portanto, cabe ao Ministério da Fazenda, em parceria com o Conselho Nacional de Segurança Alimentar (CONSEA), o aumento e melhor distribuição de verbas destinadas ao combate à fome entre os estados da federação, por meio da elaboração de um plano de ação baseado no Mapa da Fome, com o fito de reduzir a disparidade social e sanar a passividade do Estado, a fim de que a população possua acesso à alimentação adequada e regular, haja vista que é dever dos governantes garantirem o bem-estar social, conforme proposto pelo filósofo Thomas Hobbes.