A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 27/09/2021

Desde o Ilumismo, movimento intelectual e filosófico, entende que uma sociedade só propera quando um se mobiliza com o problema do outro. Por outro lado, quando se observa a fome no Brasil, hodiernamente, percebe-se que esse utópico iluminista é garantido na teoria, mas não na prática. Por conseguinte, muitas pessoas vivem sem a certeza da sua alimentação diária, ora pela desigualdade social, ora pela ausência de políticas públicas para alimentar quem precisa. Nesse sentido, convém avaliar as principais causas do problema.

Primeiramente, segundo o escritor Gilberto Dimenstein, em sua obra, “O cidadão de papel”, só temos direitos no papel. Analogicamente, a desigualdade social corrobora para brasileiros viverem  sem direitos básicos como a alimentação, principalmente nos grandes centros urbanos, posto que, os mais pobres vivem nas periférias da cidade, onde é perceptível um maior grau de criminalidade, fome e miséria. Esse cenário foi muito bem representado na série “Terceira Chamada”, de uma grande emissora brasileira, que retratou a história de um aluno praticando crimes para comprar a alimentação de sua família. Logo, fica claro que as diferenças sociais é uma das causas do problema.

Outrossim, a ausência de políticas públicas eficazes contribui para a constância do problema. Paralelo a isso, Hobbes, matemático, afirma que, “o estado é responsável por garantir o bem-estar da população”. Por outro lado, quando se observa a falta de alimentação, não existem políticas públicas para por fim a um problema tão preocupante, como garantir o abastecimento da sociedade para todos dos dias. Consequentemente, muitos vivem com Bolsa Família, renda que ameniza, mas não é o suficiente para alimentar a família pelo período que ela precisa, já que existem outras despesas essenciais, por exemplo a energia, vestuário e água. Diante disso, verifica-se que as ajudas dos Governos não são suficientes para por fim a fome.

Em suma, são necessárias medidas que atenuem as causas que levam a fome. Portando, cabe aos municípios registrar todos os vulneráveis da  cidade atentando-se para a renda per capita da família, para que seja realizando a distribuíção de cestas básicas de acordo com a composição famíliar e necessidade peculiar de cada membro, atentado-se para o aspecto nutricional de cada faixa etária, principalmente crianças e idosos. Essa medida deve ser divulgada por meio de comerciais de televisão, mídias sociais e rádio, para ser sabido por todos, como resultado teremos uma sociedade sem fome. Ademais, cabe ao Ministério da Cidadania criar cursos profissionalizantes para os cadastrados pelos município, bem como criar um banco de oportunidades com empresas parceiras. Nessa conjuntura, teremos uma sociedade sem fome e mais prospera, como afirmado pelo iluminismo.