A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 05/10/2021
Com o advento da revolução verde, países como o Brasil, desenvolveram inovações tecnológicas no setor da agricultura. O principal objetivo foi aumentar a produtividade por meio de modificação em sementes, fertilização do solo, utilização de agrotóxicos e mecanização no campo. Entretanto, mesmo com o crescimento da produção alimentícia, a fome está muito presente na sociedade brasileira. Nesse contexto torna-se evidente como causas para o impasse as políticas governamentais voltadas para o agronegócio e para exportação, além da imensa desigualdade social.
A partir dos avanços tecnológicos o Brasil se encontra na posição de segundo maior exportador mundial de alimentos. A grande quantidade de terra fértil, o clima e a presença de muitas bacias hidrográficas, são fatores essenciais para a economia do país, possibilitando a alta produção de soja, cana-de-açúcar, milho e gado. Todavia, o governo desenvolve políticas com foco no agronegócio e na demanda global em detrimento dos pequenos produtores, responsáveis por grande parte da alimentação da população. Essa conduta gera com o passar dos anos, aumentos significativos nos preços dos alimentos.
Além disso, o Brasil está entre os dez países mais desiguais do mundo, ou seja, a diferença de renda entre as pessoas mais ricas e mais pobres, é absurdamente grande. Segundo o IBGE mais de 7 milhões de pessoas convivem com a fome no país, já que grande parte da população vive com um salário muito a baixo de uma média aceitável para se sobreviver, o que causa desde uma preocupação com a quantidade e a qualidade dos alimentos até a falta deles. Isso está diretamente relacionado ao fato de haver pessoas em estado crítico de insegurança alimentar em locais sem problemas de abastecimento, o que sugere que a fome também é uma questão sociocultural e política.
Conclui-se que a sociedade brasileira sofre com o problema da fome e enfrenta situações muito desafiadoras para sobreviverem. Essa realidade está diretamente ligada aos interesses e prioridades do governo, que está mais preocupado com o lucro do que com a própria população. Contudo, medidas são necessárias para resolver o empasse, o Instituto de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), juntamente ao Ministério da Agricultura (MAPA), devem atuar na redistribuição de terras e fomentar a agricultura familiar, por meio da desapropriação de terras improdutivas. Além do Estado investir na distribuição mensal de cestas básicas destinadas somente às pessoas carentes e na melhoria na educação, para que todos os jovens tenham as mesmas oportunidades de cursar o ensino superior e poder melhorar as condições de vida.