A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 06/10/2021
“Brasil, o celeiro do mundo”, frase adotada por Getúlio Vargas, presidente do Brasil, na era do Estado Novo, para ressaltar o superávit da produção agropecuária brasileira. Hoje o agronegócio cresce vertiginosamente, demonstrado pelo crescimento econômico mesmo em épocas de retração econômica, porém o povo passa fome. Depois de quase 16 anos fora do mapa da fome, o Brasil volta a apresentar casos severos de insegurança alimentar, associado ao sucateamento de projetos assistenciais destinados a população mais carente.
Em primeira análise, o país possui um projeto de planejamento de exportações, de acordo com a central de divulgação do MTST, o Brasil é o maior produtor de carne e soja do mundo, então porque o povo passa fome? O estado liberal prevê a não interferência da união na economia, uma vez não havendo vantagens de se destinar produtos ao mercado externo, a lógica capitalista destina toda produção a exportação, aumentando a inflação e, consequentemente, a fome.
Em segunda análise, como resultado da pandemia e da política de corte de gastos do atual governo, projetos sociais assistenciais e instituições governamentais ,de ajuda a população, foram sucateadas. Devido a alta inflação e o não reajuste dessas políticas, a quantidade de capital destinado a esses cidadãos não demonstra materialidade no mercado, como demonstrado pelo MTST em uma entrevista para o jornal cultura, onde a demanda pela doação de alimentos por eles produzidos aumentou em 55%.
Em suma, é incongruente o país conhecido como “Celeiro do mundo” desde os anos 30, maior produtor de carne e soja do mundo, possuir uma população a margem da miséria. Portanto, a população, por meio de protestos públicos deve exigir a interferência do estado na exportação nacional e a volta de projetos assistenciais a população, destinando esses produtos ao mercado interno, com objetivo de solucionar o problema da fome no Brasil.