A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 08/10/2021
A Constituição Federal de 1988 estabelece, em seu artigo 6º, direitos básicos e fundamentais para garantir a dignidade a todos seus cidadãos, dentre esses se encontra o direito à alimentação. Todavia, essa prerrogativa não se concretiza na prática quando é observada a questão da fome do Brasil, muito causada pelo fato de uma parcela da população brasileira dispor de poucos recursos financeiros. Dessa forma, torna-se fundamental analisar os fatores que motivam tal miséria que assola tristemente o povo brasileiro.
Em uma primeira análise, é evidente a ausência de medidas governamentais para sanar o problema. Assim como na questão da criminalidade, a fome se sustenta pelo fato de o Governo não tomar atitudes suficientes. Portanto, estabelece-se uma quebra do “contrato social” idealizado por John Locke, onde cabe à administração da nação assegurar direitos indispensáveis como a alimentação.
Logo, depreende-se que medidas poderiam ser tomadas pelos governantes para a maior geração de renda da população, como foi o caso nos Estados Unidos onde o então presidente Franklin Delano Roosevelt criou o New Deal (durante o período da crise de 1928), no qual estava a proposta de criação de grandes obras públicas para gerar mais empregos para a população, dando-lhes assim poder de compra. Desse modo a fome nos EUA, que atingia cerca de um quinto da população no começo da década de 30, segundo o The New York Times, foi reduzida drasticamente.
Em suma, a fome é motivada pela falta de dinheiro, que por sua vez é ocasionada pela falta de empregos. Desse modo, cabe ao Governo Federal o dever de articular meios para gerar mais renda para as pessoas, podendo ser feita destas duas formas: criação de empregos via obras públicas (aos moldes do New Deal) ou a criação de auxílios próprios para a alimentação dos necessitados. Para tal projeto seria necessária um remanejamento de verbas (cortes de gastos como os excessivos auxílios dados aos políticos), seja para os auxílios à população, seja para as obras que gerarão empregos. Finalmente, com tais medidas pode-se esperar mais renda para o povo e assim a redução da fome no Brasil.