A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 06/10/2021

Os milhões de Grivos

No livro Miguilim de Guimarães Rosa o personagem Grivo juntamente com a sua mãe passam necessidades e estão em uma situação de vulnerabilidade social intensa, em muitos momentos o pequeno garoto passa fome e mora em uma casa caindo aos pedaços. Mesmo sendo uma narrativa literária esse mesmo cenário é vivido por milhões de “Grivos”, milhares de brasileiros em situações idênticas ou até piores. É notório que a má administração do governo relativo às práticas de exportação é um grande fator que contribui fortemente para a desigualdade social que expõem cenários distintos e injustos.

O Brasil é um país que possui a agricultura bem desenvolvida e isso é perceptível desde o Brasil colônia, porém de 1500 até o século XXI não foi obtida nenhuma melhora no quesito de distribuição de comida. Como foi dito pelo sociólogo Caio Prado, o país é formado de fora para dentro, criado para atender a demanda dos países exteriores, assim sendo a mercadoria de qualidade brasileira superior vai e a inferior fica, com preços altíssimos e inacessíveis. Um sistema criado e mantido no qual o único beneficiado com o mesmo é o governo, já que a população não acessa o que ela mesma produz e nem recebe os lucros da venda que por muitas vezes é desviado.

Em decorrência disso a desigualdade social brasileira é algo notório, a pesquisa divulgada pelo IBGE mostrou que mais de 7 milhões de pessoas no Brasil convivem com a fome e ainda que em 2014, 2,1 milhões de domicílios, pelo menos uma pessoa passou o dia inteiro sem comer pela falta de dinheiro para comprar comida. Um número que só vai continuar a crescer porquanto o governo lucra com a miséria do povo, concomitante a isso as empresas usam do desespero da população para manter a situação assim com trabalhos escravistas.

Portanto diante dos fatos supracitados cabe ao governo assegurar o que a constituição promete para todos os cidadãos, renovando as leis das praticas de comércio fazendo com que uma porcentagem considerável de produtos permaneça no país com preços acessíveis para todos. Além da criação de auxílios alimentícios para todos em situação de vulnerabilidade, por conseguinte todos terão alimentação adequada e uma equidade na qualidade de vida.