A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 07/10/2021
A realidade fictícia de “O poço” evidência o excesso de alimentos nos primeiros níveis e a escassez dessas camadas nas camadas mais profundas de uma prisão dividida verticalmente, retrata a desigualdade social que gera a fome. Analogamente, o problema atual da fome no Brasil tem como seus motivadores: a desigualdade, que mantém os recursos na mão de poucos, e o crescimento econômico no contexto do capitalismo. Logo, problemas econômicos geram problemas sociais.
Em princípio, não há falta de alimentos e sim uma má distribuição dessas. Hoje, o país produz alimentos para mais de 1 bilhão de pessoas, e possui 7 milhões de habitantes convivendo com a fome, segundo dados do IBGE. Apesar da produção exorbitante, um qual teoricamente garantia segurança alimentar a um sexto da população mundial, uma fome continua sendo um problema.
Ademais, o contexto econômico atual corrobora para a má distribuição de alimentos. Em outras palavras, palavras o capital e o poder dos países dentro da economia mundial não valorizam a igualdade de classes e os direitos humanos. Um exemplo histórico foi em 1929, quando o país passava por um período de crise. Com dívidas e a notícia alta, o Governo comprou e queimou toneladas de café dos agricultores brasileiros, alimentos, os quais, foram destruídos a fim de resolver um problema econômico. A economia sempre um nível acima da sociedade.
Dessa forma, fica evidente que medidas sejam tomadas para acabar com os motivadores da fome. Para isso, cabe ao Ministério Público, por meio de verbas orçamentais, auxiliar projetos de construção de restaurantes populares e refeitórios com valores acessíveis. Para mais, é necessária uma mudança de percepção dos que têm para os que morrem de fome, a fim disso, é preciso que o Ministério da Cidadania, em conjunto aos canais midiáticos, por intermédio de comerciais televisivos e propagandas veicularas nas redes conscientize a população, instruindo-a acerca das medidas necessárias para diminuir o descarte desnecessário. Dessa forma a alimentação, que é um direito assegurado na Constituição de 88, possa se fazer real.