A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 08/10/2021

De acordo com o artigo 5° da constituição de 1998, todos são iguais perante a lei e possuem direito a moradia, educação e principalmente a alimentação. No entanto, na atualidade, sabe-se que na prática isso não acontece, sendo causada pela desigualdade social e desamparo aos pobres e, de forma contraditória, o país se mostra um grande agroexportador.

Primeiramente, é importante ressaltar a má distribuição de subsídios para a sociedade brasileira. Segundo pesquisas do IBGE, mais de sete milhões de pessoas convivem com a fome no Brasil. Este fator é resultante da notória desigualdade social, no qual diversas famílias vivem em situações de carência por não obterem um emprego digno ou até mesmo por receberem um salário escasso que não consegue suprir um membro parental. Com tais afirmativas, nota-se a urgência em retificar esse quadro no país.

Ademais, o país se mostra um crescente exportador de insumos agrícolas, nutrindo nações alheias em detrimento da própria. Assim, corroborando essa afirmação , conforme dados da OMC, divulgados este ano apontam que a nação exportou US$ 61,4 bilhões em produtos agropecuários em 2008.

Em suma, torna-se visível a desproporcionalidade de renda, bem como a desestruturação no apoio às classes baixas, enquanto há uma produção alta e lucrativa de commodities. Necessitando de medidas que mudem esse quadro, como a introdução de hortas comunitárias em bairros carentes, por parte das prefeituras, e apoiadas por universidades com o fornecimento de estagiários em engenharia agronômica, a fim de instruir a população e minimizar a fome nessa localidade. Além disso, uma parceria de empresários com os governos estaduais, em que, seja destinado 10% da produção às comunidades carentes em troca da diminuição dos impostos pagos pelas empresas, com intuito de priorizar a nutrição nacional, tornando assim possível o comprimento dos princípios do artigo 5º.