A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 08/10/2021

Na obra literária Vidas Secas, do romancista Graciliano Ramos, é retratada a insegurança alimentar vivenciada por milhares de famílias brasileiras. Analogamente, a ficção representa a realidade, na qual o país enfrenta esse grande obstáculo: a fome. Nesse viés, o desemprego e a supervalorização nos preços alimentícios contribuem para a problemática.

Em primeira análise, é relevante salientar que a insegurança nutricional deriva da incapacidade financeira de muitas famílias brasileiras, sem fonte de renda, em ter acesso a produtos básicos de alimentação. Em virtude disso, aponta-se os altos índices de desemprego no país, que gradualmente aumentaram com a pandemia do covid-19, atingindo 14% da população nacional, consoante com o Intituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística. Por conseguinte, a dependência dessas famílias em políticas públicas governamentais aumenta, sobrecarregando as medidas já existentes e tornando-as ineficaz.

Ademais, vale ressaltar o aumento da inflação nos produtos alimentícios, diicultando a compra e, desta forma, colaborando para que o Brasil volte ao mapa da fome, o qual saiu, em 2014, com o programa Bolsa Família. Outrossim, o atual valor do salário minímo brasileiro, condizente com a Constituição Federal, é de 1,100 reais, que disputa com a maior inflação em uma década, em concordância com o Índice das Nações Unidas, elitizando o consumo de diversos produtos, como a carne.

Depreende-se, portanto, a necessidade de superar esses obstáculos. Isso posto, é de suma importância que o Ministério de Desenvolvimento Social elabore políticas públicas eficazes que suportem o aumento dos indivíduos com insegurança alimentar no Brasil, por meio de distribuição gratuita de produtos básicos, para os que comprovem renda máxima de um salário mínimo para mais de 3 pessoas, visando a contenção da fome. À guisa de arremate, o Brasil melhorará a qualidade de vida de seus habitantes.