A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 08/10/2021

A Constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu Artigo 6, o direito a alimentação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal perjorativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores. Diante dessa perspectiva, destacam-se dois aspectos: A ausência de medidas governamentais e a insuficiência legislativa.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a fome no Brasil. Nesse sentido, mais da metade da população passa fome devido a falta de economia para comprar os seus alimentos. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Lock, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a alimentação, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a insuficiência legislativa como impulsionador da fome no Brasil. Logo, é inadmissível que o Poder Legislativo não coloque em prática as suas devidas leis, prejudicando aqueles que nao tem condições e passam por necessidades, como a miséria, a fome e a desnutrição. Constata-se que em cerca de um terço da população, mais de 60% sofre pela fome, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Diante de tal exposto, é inaceitável que esse cenário continue a pendurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindivel que o governo, por intermédio de um conjunto de ações, gere mais vagas e oportunidades de empregos para que melhore a qualidade de vida. Como tambem devem fornecer refeições escolares que supram as necessidades dos alunos e adicionar a transferência de recursos, ou seja, disponibilizar quantia financeira e alimentícia para a população carente necessária a fim de diminuir a fome no Brasil.