A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 08/10/2021
De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada com um “corpo biológico” por ser, assim como esse, composta por partes que interagem entre si. Desse modo, para que esse organismo seja igualitário e coeso, é necessário que todos os direitos dos cidadãos sejam garantidos. contudo, no Brasil, isso não ocorre, pois em pleno século XXI ainda a fome. esse quadro de negligencia é fruto, principalmente, de medidas pouco eficientes por parte do governo e que exportamos a maioria da comida produzida no brasil.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar ausência de medidas governamentais para combater a fome. Nesse sentido, tal negligencia foi constante na sociedade e culminou em uma série de problemas, por exemplo, segundo o portal coladaweb.com 36 milhões de brasileiros que nunca sabem quando terão a próxima refeição. Essa conjuntura, segundo a ideias do filosofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a segurança alimentar, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar o monopólio de terra como impulsionador da fome no Brasil. Segundo o portal DSSBR (determinantes sociais da saúde) a média nacional para as regiões urbanas é de 55,7% e nas áreas rurais é de 75%, ou seja, há uma diferença de quase vinte pontos percentuais. Diante de tal exposto, é notório que a fome é agravada em sociedades rurais mesmo sendo eles que produzem a grande maioria dos alimentos. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Compreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o governo, por intermédio de uma campanha, para criar uma legislação com a finalidade de redistribuir as terras para a fim de diminuir os casos de fome no Brasil.