A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 14/10/2021

A teoria Malthusiana, dessenvolvida por Thomas Malthus, propunha que com o passar do tempo apopulação cresceria muito, superando a oferta de alimentos. Porém, como essa teoria foi desenvolvida em 1789, apresenta incongruência com a realidade vivida nos dias de hoje. Atualmente, podemos observar o fenômeno da hiperpopulação, mas, contrandizendo a teoria, existe sim a possibilidade de oferecer comida para todos, devido aos avanços no modo de produção da agricultura e pecuária. Assim, a problemática da fome no Brasil está relacionada tanto a falta de distribuição de renda, quanto a falta de um mercado nacional forte.

Assim, o problema de distribuição de renda no país tem sua causa pela falta de escolarização e oportunidades, algo que se não tivesse o descaso do governo, poderia ser solucionado. Se as pessoas não tiverem uma boa escolaridade, terão menor estabilidade financeira, porque o mercado exige cada vez mais expecialização dos trabalhadores, assim, colocando essas pessoas na faixa da insegurança alimentar.

Em adendo, desde o descobrimento do Brasil pelos portugueses toda a economia do país foi voltada para a exportação, como por exemplo o pau-brasil, café e açúcar, forçando a venda de produtos de base, sem se preocupar com a construção de um mercado nacional para os brasileiros. O mesmo acontece hoje em dia, com a abertura da econômia e avanço de multinacionais, a exportação de produtos de base e importação de produtos manufaturados por um preço exorbitante faz com que a alimentação se torne cada vez mais cara, limitando assim seu acesso.

Em conclusão, a fome é fundamentalmente um problema econômico ligado ao desemprego e a administração do estado sobre seus meios de produção. Para que seja solucionada está questão, devemos gerar incentivos do estado, tanto fiscais quanto financeiros, para serem aplicados em empresas nacionais, afim de que elas possam concorrer contra multinacionais, para que seja anemizando o preço dos produtos. E também, uma infraestrutura adequada e investimentos na educação pública garantiriam, além da solução para a fome, uma melhor qualidade de vida para a população.