A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 09/10/2021

O livro “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, retrata a história de uma família sertaneja que vive em condições de miséria e seca e, consequentemente, é obrigada a se mudar com frequência em busca de melhores condições de vida. Analogamente à ficção, observa-se no atual cenário brasileiro, diversos impasses socioeconômicos, os quais comprometem a dignidade humana e as condições de vida da população, como é o caso da fome. Deste forma, pode-se destacar os principais fatores motivadores dessa problemática, como a falta de suporte e investimento governamental e a grande concentração de renda no país, a qual acarreta no agravamento dos índices de desigualdade social.

Em primeira análise, verifica-se o Art. 1º da Constituição Federal, o qual assegura o direito à dignidade humana, isto é, em tese, visa garantir as necessidades básicas de sobrevivência da população. Dentro deste contexto, destaca-se a importância  do suporte e do investimento governamental para com as pessoas em condição de fome, uma vez que a alimentação, assim como a hidratação, são elementos essenciais para a vida de todos os seres vivos.

Em segunda análise, nota-se que, de acordo com a Síntese de Indicadores Sociais, divulgada pelo IBGE em 2020, o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking de países com maior concentração de renda no mundo. Por meio deste fato, pode-se afirmar que os elevados índices de fome se devem, principalmente, à má distribuição de riquezas entre a população, acumulando-se nas mãos de uma parcela diminuta da sociedade. Eventualmente, observa-se a elevada taxa de desigualdade social no país, o que aumenta ainda mais a quantidade de população em estado de fome.

Portanto,  em vista dos fatos mencionados, conclui-se que a falta de suporte e investimento governamental e a concentração de renda no país são os principais fatores motivadores da fome no Brasil. Logo, o Estado, como principal agente, deve investir em medidas de apoio e amparo às famílias, por meio da distribuição de alimentos e do ampliamento do mercado de trabalho, a fim de dimiuir os índices de desigualdade social. Com isso, visa-se combater as elevadas taxas de fome e insegurança alimentar e assim, fornecer condições dignas  de sobrevivência.