A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 13/10/2021

O filme “O Expresso do Amanhã” se passa em um cenário pós apocalíptico em que o mundo está congelado e todos os sobreviventes se encontram em um único trem. A maior crítica da obra é retratada com desigualdade referente a alimentação e estilo de vida entre os habitantes do trem, sendo ela ruim e escassa nos vagões do fundo, e boa e abundante nos vagões da frente. A literalidade do longa-metragem pode ser encontrada no cenário brasileiro, principalmente depois da sua volta ao mapa da fome. Também é possível pontuar alguns fatores que causam esse problema: a cultura de exportação do setor alimentício brasileiro e a desigualdade social. Levando em conta que milhões de pessoas convivem com a fome no Brasil, se faz necessário a ação do governo para resolver tal situação.

Primeiramente temos a falta de quantidade e qualidade de comida nos mercados. Isso ocorre devido a cultura de exportação no brasil, na qual os grandes produtores em vez de vender para o mercado interno, vendem para o exterior tudo o que produzem para lucrar mais. Resultado disso é o mercado interno contando com o restante de produtos dessas grandes fazendas e com a agricultura familiar. Sendo assim, pouca comida gira no mercado interno brasileiro.

Por causa disso, o preço tende a, naturalmente, subir, causando uma enorme inflação nos preços de tudo relacionado à comida. Custos elevados na alimentação em famílias mais ricas, podem variar o quanto de certa carne vão comer durante a semana, por exemplo, porém, em famílias mais humildes, isso pode influenciar quantas vezes vão comer refeições completas em uma semana.

Em suma, os fatores motivadores da fome no Brasil são o mercado interno de alimentos, que por sua vez, agrava o outro problema: a desigualdade social. Para resolver esse problema, o governo deveria incentivar o comércio interno de alimentos, através de impostos na exportação, visando maior quantidade e qualidade de comida nos mercados. Com esse problema resolvido, não teremos mais a diferenciação de fome entre os vagões da sociedade.