A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 13/10/2021
No último ano, segundo recente pesquisa do IBGE, mais de 30 milhões de pessoas entraram para o quadro da fome no Brasil. Cenário este que está vinculado com a pandemia de COVID-19, mas seria superficial demais atribuir toda a causa dessa epidemia de fome à crise sanitária.
Ao se analisar a questão da fome, pode-se identificar dois tipos de causas para esse problema. Em primeiro lugar, causas conjunturais, isto é, causas relacionadas ao atual governo como: fragilização de programas de assistência social e a inflação não controlada pelo presidente Bolsonaro. Em segundo lugar, causas históricas, ou seja, motivos construídos desde o início da criação do país, neste caso temos como exemplo: a desigualdade social estrutural, a favelização, a falta de infraestrutura no Norte e no Nordeste e, por fim, a dependência do Brasil para com as potências imperialistas.
Consequentemente, o Brasil se vê neste cenário precário. Segundo o poeta lusobrasileiro, Schwingel, “a fome corrói a esperança no amanhã”. Com essa máxima, Schwingel sintetiza perfeitamente as consequências da fome no Brasil. É impossível que o país se alce como uma potência econômica ou, até mesmo, como uma nação mais justa, enquanto essa parcela tão grande da população não tem condições de se alimentar efetivamente.
À vista disso, a fome no país é um problema de várias causas, um problema atual e também histórico. Assim, deve-se definir oque pode ser resolvido mais eficientemente que, neste caso, é a dimensão conjuntural do planeta. Por isso, o Estado deve melhorar as condições de vida da população, por meio da retomada dos programas de distribuição de renda, programas que devem garantir o acesso ao básico para a alimentação, a fim de erradicar a fome no país e tornar o Brasil um pais mais justo e esperançoso.