A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 21/10/2021

Em meados de 1877, a nação brasileira sofreu com a chamada “Grande Seca” que teve seu ápice no período imperial do Brasil. Tamanha calamidade afetou um grande número de cidadãose e atingiu em foco a população da região nordeste, tirando mais de 500 mil vidas humanas. As condições climáticas foram devastadoras, afetando em imensa escala grupos de baixa classe social, sem chance e recursos para enfrentar esse longo período de miséria e fome. Sendo assim, não é de hoje que a família brasileira enfrenta as dificuldades nas questões alimentares.

Pode-se mencionar, por exemplo, o famoso romance nacional “Vidas Secas”, escrito por Graciliano Ramos em 1938. Nessa obra, retrata-se a miserável vida de uma família sertaneja que é obrigada a ficar deslocando-se entre as demais regiões, dessa forma, fugindo da seca que aterroriza o sertão. Há uma conexão entre a fictícia história e a vida real que grande parte da sociedade enfrenta, os terrores de passar fome em um país excessivamente capitalista. Uma família que por não haver de ter uma boa fartura, escolheu-se peregrinando entre áreas em busca de alimento, passando por necessidade de todos os tipos ao longo da narrativa.

Além disso, de acordo com Nelson Mandela que diz: “Democracia com fome, sem educação e saúde para a maioria, é uma concha vazia”. Um dos principais fatores que acometem a população brasileira a submedidor-se nessa privação, é a má gestão governamental. Logo assim, de nada adianta prosperar politicamente por si e não responsabilizar-se por cada cidadão que sofre por falta de comida, saúde e educação.

Em virtude do que diz, cabe ao governo em parceria com o Ministério da Cidadania fazer maiores investimentos no PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e, juntamente com o Ministério da Educação, promover ações de distribuição de cestas básicas nas escolas, por meio de representantes do programa e professores; com o intuito de atender ao máximo o número de exigências.