A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 03/11/2021
O filme contemporâneo “O poço”, ao dramatizar o excesso de alimentos nos primeiros níveis e a escassez desses nas camadas mais profundas de uma prisão dividida verticalmente, retrata a desigualdade social que gera a fome, também, aponta como a ignorância individual corrobora para o martírio da coletividade. Fora da ficção, é inegável que a problemática acerca da fome no Brasil está atrelada a diversos fatores, entre eles, a grande desigualdade social e o desperdício de alimentos, devido ao individualismo e ausência de alteridade.
A princípio, é válido lembrar que Karl Marx, sociólogo, filósofo e revolucionário socialista Prussiano, acreditava que a miséria é usada como um instrumento pelas classes dominantes. O maior desafio para combater a fome no século vinte e um, é a redistribuição de renda, já que, o problema não é falta de alimento, pois desde a Revolução Verde a produção alimentícia foi aumentada e a superprodução é suficiente para exterminar a fome no mundo. Portanto, é necessário uma mudança estrutural para que o povo Brasileiro não sofra com a perpetuação da fome.
Ademais, somado às diferenças econômicas, o desperdício contribui para esse cenário descomunalmente. Visto que, dados do IBGE mostram que mais de 20 milhões de toneladas de alimentos são desperdiçados anualmente no Brasil. Desse modo, pode-se analisar que as ações individuais também agravam a situação da fome.
Infere-se, sendo assim, que medidas devem ser tomadas. É preciso que o Governo Federal disponibilize maiores subsídios para que o Ministério Público fortaleça os programas sociais já existentes. O Estado, juntamente com a ONU, deve criar programas de alimentação para todos, construindo refeitórios populares com um preço acessível, e auxiliar as ONGs com a entrega de cestas básicas que devem ser intensificados em comunidades carentes, a fim de que os programas atendam às pessoas com baixa renda.