A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 26/10/2021

A declaração Universal dos Direitos Humanos -promulgada em 1948 pela ONU (Organização Nacional das Nações Unidas)- assegura a todos os indivíduos o direito à alimentação e ao bem-estar social. No entanto, por consequência do alto índice de desemprego, bem como o crescente individualismo na sociedade contemporânea, esse direito tem sido negligenciado cada vez mais. Nesse sentido, faz-se necessário discutir sobre os dois problemas supracitados a fim de resolvê-los.

Em primeiro lugar, é de suma importância discutir o descaso do Estado diante da problemática que diz respeito ao desemprego e, consequentemente, a fome. Dito isso, conforme mostra os dados do site “G1” só no segundo trimestre de 2021 haviam mais de 14,4 milhões de desempregados no Brasil e, por consequência disso, mais de 10% desse número passam fome. Além do mais, o problema tem-se agravado cada vez mais conforme administraçoes econômicas erráticas do Estado e seu líder executivo intensificam-se. Nesse ínterim, é inegável que o Estado possui o notável papel de resolver tal problema, uma vez que, assim como afirma o filósofo Kant, é seu dever assegurar o direito à liberdade e ao bem-estar social de sua nação e, aparentemente, tal direito tem sido gravemente negligenciado.

Em segundo lugar, além das responsabilidades do Estado quanto a problemática da fome, deve ser debatido o papel da sociadade nesse tema a fim de amenizar a miséria dos necessitados. Todavia, ações de caridade tem sido cada vez mais atípicas e, conforme afirma o filósofo Leandro Karnal, isso tem sido resultado do aumento gradual do individualismo e egocentrismo. Além disso, por meio da lógica, conclui-se que quanto mais pessoas são ajudadas e amparadas menos a fome e a miséria tomam conta das casas e das ruas, no entanto, novamente, isso tem sido uma prática vista com pouca frequência.  Portanto, é indiscutível que para que haja a progressiva diminuição da fome na sociedade é necessário que o restante do povo, deve mobilizar-se tanto para a exigência para que o Estado cumpra seu papel, quanto para a prática da caridade com os que mais necessitam.

Infere-se, portanto, que esses impasses devem ser resolvidos de imediato. Dito isso, o Ministério da Economia junto com o Ministério do Trabalho, principais órgãos governamentais em prol da economia, devem arquitetar projetos a fim de estabilizar a economia e, consequentemente, amenizar a epidemia de fome. Dessa forma, isso deve ser feito por meio de conferências e reuniões internas e com países desenvolvidos. Além disso, fica claro que a sociedade no geral deve adquirir a consciência de ajuda ao próximo, por meio de doações e acolhimentos. Assim sendo, o resultado disso será o gradual asseguramento dos direitos que o filósofo Kant afirmava que o Estado deve prover, bem como o equilíbrio, a igualdade e a justiça social.