A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 05/11/2021

Segundo a Magna Carta, alimentação de qualidade é um direito constitucional, sendo um instrumento importante para impor a responsabilidade do Estado para com a fetivação da adequada alimentação dos cidadãos. Entretanto, é certo que quarenta e um porcento da população sofre com algum grau de insegurança alimentar. Isto é ocasionado pela escolaridade precária e o racismo, o que diminui o orçamento das famílias, abrindo espaço para a precarização do acesso a alimentos de qualidade.

A priori, a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) aponta que 84,9 milhões de pessoas convivem com insegurança alimentar em seus lares. Concomitantemente, as chances de precarização alimentar aumentam em cinquenta porcento caso o chefe da família tenha o ensino fundamental incompleto. Isto indica que a má formação na escola acarreta diretamente no sustento, podendo potencializar crises humanitárias.

Bem como o racismo dentro do mercado de trabalho. A mesma pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dentre a população com acesso irregular à alimentação, mais da metade são de famílias chefiadas por pretos. Isso se deve a depreciação da mão de obra preta, dificultando assim ao acesso a cargos melhor pagos.

Diante dos fatos citados, se faz de suma importância uma complementação vinda do Estado, afim de promover a equidade salarial e, por conseguinte, alimentar. Por tanto, o Ministério da Saúde do Brasil deve intruduzir novas políticas públicas para o melhor alcançar a segurança alimentar, como a distribuição de cestas básicas para população mais carente. Ademais, o Ministério da Educação tem como obrigatoriedade, por sua vez, de incentivar o aperfeiçoamento do trabalho, bem como melhorar o grau de ensino de quem já praticou o subterfúgio das escolas, como cursos de especialização gratuitos. Assim, o direito básico de alimentação, coberto por lei, poderá se manter intacto.