A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 03/11/2021

A escassez de alimentos é um problema que atinge um número elevado de cidadãos em todo o mundo. As causas dessa falta de alimentos são as mais variadas possíveis. Em algumas regiões, como causas naturais agravam a situação, mas essencialmente uma desigualdade é causada pelo próprio ser humano, com sua concentração de riqueza desigual. Atualmente, mesmo com os avanços tecnológicos e sociais, milhões de pessoas ainda residentes com esse problema no nosso país.

Devemos destacar uma instabilidade política, a má administração dos recursos públicos e a injusta estrutura fundiária, que impossibilitam o acesso dos trabalhadores aos meios de produção e concentram as terras nas mãos de poucos. Ademais, como próprias causas naturais, como clima, desastres ambientais, pragas e inundações, são responsáveis ​​por acentuar o problema da fome no Brasil, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, apesar de não serem tão expressivas quanto a ação humana.

Qualquer tentativa, minimamente séria, de atacar os problemas da fome e da pobreza deve considerar suas mais profundas causas. Esse diagnóstico aponta, necessariamente, para a urgência de um amplo processo de redistribuição da riqueza nacional, e essa não é, evidentemente, uma tarefa que pode ser deixada para o mercado. Ao contrário, a experiência internacional mostra que só se resolve o problema com a ação firme e planejada do Estado. Como políticas públicas de combate à fome e pobreza não devem, portanto, se restringir a compensar os efeitos de um modelo econômico concentrador. Deve-se romper com uma separação artificial das áreas econômica e social.

Fica claro, portanto, que as políticas de promoção da segurança alimentar devem ser pensadas como parte de um projeto alternativo de desenvolvimento, que tenha como eixo central a promoção de um crescente processo de inclusão social. Então, o Governo deve repensar projetos sociais a curto prazo, reformulando iniciativas antigas, como o Fome Zero e o Bolsa Família, além de, a longo prazo, pensar em outras maneiras de distribuição de renda e reforma agrária.

Quanto à sociedade, cabe a solidariedade, principalmente por meio de campanhas de doações, em parceria com a mídia e com as escolas ONGs espalhadas pelo País. Só assim acabaremos com um problema que, ainda no século XXI, mata pessoas diariamente.