A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 04/11/2021
Segundo Thomas Malthus, economista britânico, o crescimento populacional que acometia a população do século XIX deveria ser contida para que no futuro não faltasse alimento. No entanto, o número de pessoas nunca superou o de comida, mesmo no século XXI, com mais de 7 bilhões de habitantes no mundo. Entretanto, apesar da quantidade de suprimento existente ainda há aqueles que passam fome, devido a falta de emprego e a negligência governamental quanto ao assunto.
Primeiramente, é evidente a exorbitante falta de emprego que atinge a sociedade brasileira, levando muitos a situação de insegurança alimentar por falta de dinheiro. Segundo o IBGE, em 2021, o Brasil atingiu os 14,4 milhões de desempregados, fator esse, concomitante para o aumento da fome em muitos lares, já que muitas vezes uma só pessoa sustenta uma família inteira. Portanto, com a escassez de empregos, vem a inexistência de verba para suprimentos e por conseguinte a fome.
Ademais, precebe-se também problemas de cunho político, como a insuficiência governamental quando se diz respeito a questão da subalimentação. Assim, segundo o filósofo Zygmunt Bauman, não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas. Contudo, as atitudes tomadas e relação a crise alimentar não tem sido suficientes, já que, segundo a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, 19,1 milhôes de cidadãos se enquadram no perfil da fome, esse, que gera sérias consequências como, aumento do número de doenças, criminalidade e até mesmo a morte.
Portanto, fica evidente a necessidade de mudar o cenário atual. Para tanto, cabe ao governo, em parceria com ONGs, criar programas de alimentação para os desempregados, por meio de verba separada préviamente para tal, visando ajudar aqueles que não estão em condições financeiras para arcar com alimentação, diminuindo assim o problema da fome no Brasil. Dessa forma, a realidade prevista por Malthus nunca acontecerá.