A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 04/11/2021
Após a eclosão da Revolução Industrial, necessidades básicas da humanidade tornaram-se instrumentos do capitalismo. Nesse contexto, salienta-se a questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores. Certamente, essa condição é consequência da má distribuição de renda e da busca desenfreada por lucro das empresas do setor do agronegócio. Dito isso, atitudes são necessárias para a resolução de tal cenário.
Em primeira análise, destaca-se a concentração de renda no país. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, um por cento dos mais ricos do país concentram oitenta por cento de todo o capital circulante no território. Assim, os menos favorecidos financeiramente vivem em condições sub-humanas, sem acesso aos meios de satisfazer suas necessidades básicas, como a alimentação. Portanto, deste modo, torna-se evidente a intrínseca relação entre a aglutinação de renda e o problema da fome.
Em segunda análise, ressalta-se a crescente receita financeira das empresas do agronegócio. Consoante ao economista americano John Keynes; “Um mercado nacional sadio é o que alia lucro empresarial com benesses sociais”. Indubitavelmente, o mercado brasileiro não atende a essas características, visto que, conforme dados do O Globo, na última década houve um aumento de quinze por cento de subnutrição no país. Isto posto, torna-se evidente a necessidade de superação dessa problemática.
Para tal, urge ao Ministério da Agricultura, por meio de medidas provisórias, a criação de um imposto incidente sobre as receitas das empresas de produção alimentícia, objetivando a distribuição do valor arrecadado às contas bancárias pessoais dos cidadãos que se encontram abaixo da linha da pobreza. Vale destacar que o dinheiro direcionado à comunidade deverá ser lastreado e voltado somente à compra de alimentos. Assim sendo, o Brasil distribuirá de maneira mais eficiente o capital circulante e diminuirá o problema da subnutrição.