A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 12/11/2021

O quadro expressionista “O grito “ do pintor norueguês Edvard Munch, retrata a inquietude, o medo e a desesperança refletidos no semblante de um personagem envolto por uma atmosferas de profunda desolação. Para além da obra, observa-se, na atual conjuntura brasileira, o sentimento de milhares de indivíduos assolados pela fome, é semelhante ao ilustrado pelo artista . Nesse viés, torna-se crucial analisar as causas de se revés, dentre elas se destacam a negligência governamental e a desigualdade social.

A princípio, é imperioso notar que a indiligência do Estado potencializa a fome no país. Esse contexto de inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das instituições Zumbis do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, que escreve como presentes nas sociedades, todavia, sem cumprirem sua função social com eficácia. A falta de políticas públicas e de programas voltados para estimular a agricultura familiar e combater o problema da fome no que tange o níveis de insegurança alimentar no país ressaltam a baixíssima atuação das autoridades.

Outrossim, é igualmente preciso apontar a desigualdade social como um fator que contribuiu para a manutenção da fome e da insegurança alimentar. Posto que, de acordo com dados do IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ) mais de 7 milhões de pessoas convivem com a fome no Brasil. E de acordo com uma pesquisa mais recente de 2014, constatou que, em 2,1 milhões de lares, pelo menos uma pessoa passa o dia inteiro sem comer pela falta de dinheiro para comprar comida. Diante do exposto é possível analisar que a pobreza é uma das principais causas da distribuição desigual de alimentos. Por que quem tem mais condição tem dinheiro pra comprar alimento e quem não tem condição não tem dinheiro pra se alimentar. Logo é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Portanto, são necessárias medidas para mitigar o problema da fome no Brasil. Desarte, é imprescindível que os programas de políticas públicas e pro grama voltados a agricultura familiar e a valorização do pequeno agricultor ganhem forças dentro do governo com uma maior atuação das autoridades no quesito geração de renda para os necessitados.