A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 25/04/2022
O filme Vingadores retrata a história de Thanos, um vilão cujos atos objetivam o reestabelecimento do equilíbrio em um planeta que sofre com a escassez dos recursos essenciais para a sobrevivência humana. Em paralelo ao longa-metragem, a reflexão sobre erradicação da fome é fundamental em virtude da falta de acesso à alimentação por parte da população. A gravidade desse problema consiste na falha da garantia de um direito constitucional básico e respalda sobre a distribuição desigual desses recursos.
Sob essa conjuntura, é válido frisar que a questão está intrinsecamente relacionada às desigualdades sociais. Diante disso, o geógrafo brasileiro Milton Santos, em sua obra “Por uma globalização mais humana”, discorreu sobre a forma com que o progresso da humanidade e o avanço tecnológico produziram mais discrepâncias entre as classes sociais. Em paralelo à teoria do autor, é nítido que o processo de globalização acentuou a concentração das riquezas relacionadas à produção de alimentos sob o domínio dos grandes latifúndios, que produzem visando a exportação pelo maior retorno monetário. Em decorrência disso, o acesso aos alimentos básicos por indivíduos de classes mais pobres da sociedade é limitado, visto que os preços aumentam.
Além disso, o combate à fome é imprescíndivel para a garantia do aparato legislativo. Isso porque o Artigo 6º define que a alimentação é um direito social básico. Apesar disso, é notória a negligência dos órgãos governamentais em fomentar tal prerrogativa. Esse fato pode ser corroborado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar que, em um estudo realizado em 2020, indicou que 19 milhões de pessoas são acometidas pela fome no país. De tal forma, a erradicação da fome mostra-se urgente para fornecer à população condições dignas de sobrevivência, garantindo-lhe o exercício pleno da cidadania.
Portanto, é de suma importância que o Estado tome medidas para o impasse. Cabe ao Ministério da Cidadania promover, por meio de verbas governamentais, projetos de distribuição de alimentos básicos para a população que vive em extrema pobreza, a fim de assegurar uma alimentação digna para todos os indivíduos.