A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 11/08/2022

Para Carlos Drummond de Andrade " as leis sozinhas não bastam, pois os lírios não nascem das leis". Nesse sentido, mesmo à Constituição Federal garantindo o acesso à alimentação a todo cidadão, sem distinção de qualquer natureza, uma significativa parcela da população sofre com insegurança alimentar. Desse modo, é imprescindível analisar as duas principais causas acerca desse óbice social apresentado: a ineficiência governamental para que essa problemática se perpetue associado a fatores promovido pelo capitalismo.

Primeiramente, é válido destacar à ineficiência governamental como agravante da problemática supracitada corrobore essa situação. Seja pela dificuldade em administrar recursos em um território com dimensões continentais, seja pela falta de planejamento dos órgãos públicos em promoverem à alimentação, existe uma significativa parecela populacional sem acesso a esse direito básico garantido pela Carta Magna. Isso é uma causa do rompimento do Contrato Social, desenvolvida pelo filósofo Thomas Hobbes, no qual o Estado não tem agido para garantir o bem comum.

Ademais, no contexto associado ao capitalismo como motivador da fome na nação verde-amarela, é lícito postular que esse sistema visa o lucro como impulsionador desse revés. Sob essa ótica, 27 milhões de toneladas de alimentos são desperdiçados no Brasil segundo a ONU- Organização das Nações Unidas, do lado oposto ao desperdício, milhares de famílias não têm o que comer. Nesse sentido, observa-se a fome como uma segregação social, evidenciada como uma característica da sociedade brasileira, por Sérgio Buarque de Holanda, no livro " Raízes do Brasil “, se faz presente até os dias atuais, por privar as pessoas à alimentação.

Portanto, pode-se inferir que a questão da fome no Brasil é um tema relevante e carece de soluções. Sendo assim, cabe ao governo federal, maior ordenamento da administração executiva por meio do Ministério da Cidadania, ampliar restaurantes populares em regiões carentes nos centros urbanos, assim como doar cestas básicas para famílias em vulnerabilidade social. Feito isso, as pessoas terão acesso a um direito básico, à alimentação.