A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 05/08/2022
No livro “Vidas Secas”, é retratada a vida miserável de uma família de retirantes sertanejos, que são obrigados a se deslocar de sua terra natal para fugir da seca e da fome. Todos viviam em condições sub-humanas, chegando a serem comparados a animais. Nesse contexto, nota-se que esse problema ainda ocorre na atualidade: a questão da fome no Brasil. Tal problemática é fruto inegável de um capitalismo selvagem e de um preconceito institucional.
Em uma primeira análise, é importante destacar o capitalismo selvagem que faz com que tenha muito dinheiro nas mãos de poucos e pouco dinheiro nas mãos de muitos. Segundo o ex-diretor da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Luiz Graziano: “No Brasil não falta comida, falta dinheiro para comprar alimento”. No mundo capitalista de hoje o alimento é tratado como produto, ou seja apenas as pessoas com dinheiro consegue comprar comida, enquanto os pobres morrem de fome, mesmo que tenha alimento para todos.
Ademais, é fundamental apontar o preconceito institucional como impulsionador do problema no Brasil. Segundo a FAO, cerca de 75% das pessoas em situação de pobreza no Brasil são pretas e pardas. Percebe-se que o racismo ainda está presente na atualidade quando analisamos quantas pessoas pretas estão em posição de poder, ou em profissões que ganham bem, é sempre uma parcela mínima, por outro lado os trabalhos insalubres eles são a maioria. Logo, é preciso que esse cenário seja revertido.
Portanto, é importante salientar também que, fornecer cestas básicas não resolve o problema da fome, apenas adia o mesmo. Dessa forma, é preciso que o governo ofereça condições para que o cidadão tenha possibilidade de se autossustentar por meio de um trabalho e uma remuneração digna afim de reduzir ou acabar com a pobreza no país. Assim, se consolidará uma sociedade mais igualitária.