A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 22/08/2022
A fome é um preocupante dilema que assombra a humanidade, à ela se deve a queda do Império Romano e também a criação, em 1993, da Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida, uma rede nacional de mobilização que trabalhou e ainda trabalha para combater alarmantes problemas como são a subnutrição e a insegurança alimentar, comumente vistos e banalizados em um país com tão alto grau de desigualdade como é o Brasil.
Por conseguinte, segundo dados do II VIGISAN de 2022, aproximadamente 33,1 milhões de Brasileiros estão, nos dias atuais, em condição de insegurança alimentar grave, o que equivale a obscenos 15,15% da população, segundo Élido Bonomo, presidente do Conselho Federal de Nutricionistas, isso apresenta um grande retrocesso, ainda mais para um país como o Brasil que já foi referência no combate à fome.
, há de se dizer que, como afirmou e sustentou o autor, médico e geógrafo Josué de Castro, em sua obra intitulada “Geografia da Fome”, a fome não decorre de fatores ambentais ou populacionais, tampouco é uma opção, ela é, na verdade, ocasionada pela má distribuição das riquezas e das terras aos populares, que por sua vez não tem meios viáveis de comprar ou produzir seu alimento. Consequentemente, no Brasil, onde a maior parte da riqueza está restrita majoritáriamente à uma minoria , é compreensível que mais da metade da população enfrente o problema da insegurança alimentar.
Destarte, como disse o sociólogo Hebert Souza, ferrenho ativista do combate à fome, “o que promove a mudança é cada um de nós”, sendo assim, vê-se que a população, agindo em unidade por meio de redes nacionais e projetos de combate à fome, venham a ser agentes ativos dessa causa, sempre em comunhão com o Estado, com a finalidade de promover ações conjuntas de combate à insegurança alimentar, como distribuição de renda e assistência humanitária.