A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 21/09/2022

O Brasil é o 3º maior produtor mundial de alimentos, ficando atrás apenas de grandes potências como China e Estados Unidos, entretanto, a fome e a insegurança alimentar ainda é realidade dos brasileiros. Isso se dá por diversos fatores, mas principalmente, os alimentos produzidos são para abastecer o mercado externo e isso encarece os produtos internos, por isso, os números não correspondem com a realidade de tantos que lidam com a desigualdade de renda e com a ausência de políticas públicas efetivas.

Em primeiro lugar, segundo dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 25% da população vive abaixo da linha da pobreza, ou seja, 1/4 da população vive em condições não favoráveis economicamente para manter uma alimentação adequada ou suficiente. Dessa forma, a desigualdade de renda é um fator motivador para a fome e a insegurança ser realidade, se não tem dinheiro pra comprar comida de qualidade, opta-se por comidas com baixo ou nenhum valor nutricional, industrializados baratos para matar a fome.

Por conseguinte, a ausência ou redução de ações do poder público agrava as condições vivenciadas. Como no documentário Ilha das Flores, milhares de pessoas dependem de descarte para sobreviver na subnutrição ou desnutrição, mas essa realidade poderia ser diferente se as políticas de garantia da segurança alimentar fossem efetivas e mais abrangentes, como no caso dos restaurantes comunitários que oferecem comida a um preço baixo para famíliasfamílias carentes ou projetos de distribuição de cesta básica, que devem não apenas saciar a fome, como nutrir.

Portanto, discutir a fome e seus fatores é de extrema importância para entender e traçar planos para melhorias. Para isso, o governo federal, em parceria com os estados - responsáveis por individualizar as demandas específicas de cada região -, fomentar projetos de restaurantes comunitários, e ainda, projetos de distribuição de cestas básicas e renda suficiente para a garantia da alimentação, por meio de investimentos diretos, para que assim, o país caminhe com seus índices internos e externos alinhados.