A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 15/10/2022

A obra “O grito”, do pintor norueguês Edvard Munch, retrata um momento de profunda angústia e desespero. Analogamente a pintura expressionista, muitos brasileiros enfrentam as mesmas sensações em relação ao problema da fome no país. Desse modo, é importante apontar a desigualdade socioeconômica e a negligência governamental como impulsionadoras desse revés.

Em primeira análise, é indubitável que a instabilidade alimentar é influenciada, em grande parte, pela disparidade socioeconômica existente. Segundo Índice de Gini, medida que classifica o grau de desigualdade de cada país, indica que o Brasil está entre as 10 nações mais desiguais do mundo. Nesse sentido, pode-se concluir que no Brasil muitos cidadãos estão propícios a passar pelo problema da fome, uma vez que grande parte do poder econômico está concentrado na mão de uma minoria territorialista e monopolista que não se importa com a insegurança alimentar do país.

Outrossim, é possível apontar que o governo tem um papel importante no combate a fome, porém muitas vezes se mostra omisso a esse problema. John Locke, filosofo inglês, afirmou que o Estado deve garantir os direitos imprescindíveis dos indivíduos. No entanto, apesar do direito à alimentação de qualidade ser inalienável, o governo brasileiro não o garante a toda sociedade, fazendo com que inúmeras famílias passem fome. Dessa forma, é inadmissível que os representantes da nação não tomem nenhuma atitude para mudar essa situação.

Portanto, o Estado deve atuar ativamente no combate à fome no país, através da distribuição de auxílios financeiros – os quais devem ser suficientes para que todas as famílias tenham acesso à alimentação de qualidade– com finalidade de fazer com que o Brasil não retorne ao mapa da fome. Assim, os brasileiros poderão se distanciar da realidade da pintura de Edvard Munch.