A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 16/10/2022

A insegurança alimentar tem se agravado no Brasil, e a fome está ainda mais presente na vida dos brasileiros em 2022. Segundo dados do novo Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia de Covid-19 no Brasil, apenas 4 entre 10 famílias conseguem acesso pleno à alimentação no país. A fome já atinge 4,1% da população brasileira, e com isso o Brasil voltou ao mapa da fome das Nações Unidas. As razões como o aprofundamento da crise econômica, segundo ano da pandemia de covid-19 e o agravamento das desigualdades sociais são fatores que contribuem para tal questão.

Nessa perspectiva, constata-se o desserviço estatal como uma das causas da fome no país. Nesse contexto, o filósofo Zygmund Bauamad criou a expressão ‘Instituições Zumbis’, a qual diz respeito ao fato de que algumas instituições, como o Estado, estão perdendo sua função social. Sob essa ótica, vale frisar que tal teoria é constatada no contexto brasileiro, uma vez que o Poder Público não lhes dá uma oportunidade para que possam produzir, ou até colocar pequenos negócios, e não permite que pessoas com dificuldades financeiras sejam incluídas na sociedade.

Ademais, a carência de discurssões acerca das desigualdades é um dos motivadores do impasse. Nesse sentido, segundo o sociólogo Karl Marx, em sua teoria do ‘Silenciamento dos Discursos’, alguns temas são omitidos na sociedade a afim de ocultar as mazelas sociais. Nesse ponto de vista, na sociedade brasileira contemporânea, a visão do autor pode ser aplicada quanto aos os grupos mais vúlneraveis como aqueles com renda baixa, e menor nível de educação. Porquanto o assunto é pouco debatido no âmbito social, o que acarreta na fome e sede existente no país. Desse modo, devido à carência de visibilidade dada a questão, a problemática se mantém no Brasil.

Portanto, é necessário que os Poderes Públicos, juntamente com o Governo Federal se unam para que aja investimento nas áreas sociais, culturais, saúde e educação. E através das mídias sociais, e da ajuda finaneceira dos influencers as ONG’s possam desenvolver projetos de agricultura sustentável em áreas não utilizadas nas cidades e abrirá oportunidades para as famílias carentes que passam fome no Brasil. Proporcionando a criação do seu próprio negócio.