A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 17/05/2023
No início do século II, após uma grande expansão territorial, o império Romano se encontra em seu auge. No entanto, poucos séculos depois, por problemas administrativos, a queda da grandiosa civilização romana foi ocasionada pela falta de comida. Essa percepção sobre a Roma antiga, dialoga, paralelamente, com uma parcela considerável de brasileiros que não possuem acesso à um direito tão básico quanto alimentação. Sob esse viés, é imprescindível compreender os principais fatores para a persistência do quadro e possíveis soluções para tal.
Em primeiro lugar, nota-se que a negligência governamental é um fator preponderante para a acentuação da falta de garantia do acesso à alimentação. Diante disso, é pertinente citar o filósofo contratualista John Locke, que defendia que o indivíduo abdica uma parte da sua liberdade individual e em troca o Estado deve prover para esse cidadão saúde, educação, alimentação e segurança, o chamado contrato social. É evidente, portanto, que há uma constante quebra do contrato social proposto por Locke, já que, infelizmente, grande parte da população brasileira não é assegurada de uma suposta “garantia” do Estado, o direito de comer.
Ademais, a falta de sensibilização de grande parte da sociedade civil colabora ainda mais para o agravamento do cenário. Visto isso, de acordo com a teoria “Banalidade do mal” proposta pela filósofa alemã Hannah Arendt, uma sociedade alienada e individualista pouco percebe as mazelas sociais enraízadas no país. Nesse sentido, é notório que a falta de mobilização por parte da população brasileira gera cada vez mais barreiras para aqueles que não possuem acesso à alimentação.
É evidente, portanto, que medidas capazes de mitigar esse quadro sejam tomadas urgentemente. Logo, cabe ao Governo Federal, responsável por promover o bem geral do povo brasileiro, assegurar que as leis sejam cumpridas, por meio de campanhas de fiscalização mais rígidas, de forma que garanta o acesso à alimentação de forma igualitária a todos os brasileiros. Além disso, a criação de palestras conscientizadoras se torna imprescindível, de forma a tornar a população mais empatica e solidária. Apenas assim o Brasil não entrará em cirse como Roma.