A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 21/10/2023
A Constituição Federal de 1988, lei fundamental e suprema do Brasil, declara a alimentação adequada como um direito social de todos os cidadãos. Entretanto, mesmo com esse direito assegurado pela Constituição, a questão da fome, infelizmente, é enfrentada por boa parte dos brasileiros graças a fatores motivadores, como a desigualdade social e a negligência estatal.
Diante disso, a desigualdade social é um elemento que impulsiona a fome no país. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 8 em cada dez famílias na região nordeste enfrentam a insegurança alimentar, enquanto a renda média familiar é menor que um salário mínimo, já no sul do país a taxa diminui para 4 em cada 10 famílias e a renda média é de dois salários. Dado o exposto, entende-se como a disparidade de renda afeta a segurança alimentar das famílias brasileiras, visto que as mais abastadas têm um maior acesso a alimentos de qualidade, ao passo que as carentes têm um menor alcance a eles, por conta dos elevados preços de alimentos, que faz com que tenham que comprar comida de baixa qualidade ou de quantidade insuficiente para alimentar a todos.
Paralelamente, a displicência do estado também motiva a problemática. Segundo o jornal O Globo, apenas 30% das famílias em situação de insegurança alimentar ou fome são inscritas em programas de transferência de renda oferecidos pelo governo. Posto isso, percebe-se como a omissão do governo estimula a fome no Brasil, tendo em vista que o governo não oferece condições para facilitar a inscrição de famílias carentes nos projetos de auxílio financeiro, considerando que a maioria delas enfrenta dificuldades para realizá-la, como o desafio de se locomover até as Secretarias Municipais de Assistência Social ou até mesmo a falta de documentos necessários, causados pela falta de dinheiro.
Desse modo, a negligência do estado é um fator motivador da fome no país. Por isso, cabe ao governo federal fazer com que as famílias afetadas pelo problema sejam atendidas por programas sociais de transferência de renda, por meio de um projeto que irá selecioná-las em cada município e enviar um assistente social até elas, para inscrevê-las nesses programas, consequentemente, tornará o acesso a bons alimentos mais fácil para essas famílias, que diminuirá a fome no país.