A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 20/11/2023
São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas têm a mesma importân-cia. No entanto, hoje, no Brasil, tal princípio não é verificado na questão da fome, visto que há um grande número de pessoas que vivenciam essa realidade no país. Dessa forma, pode-se destacar a alta taxa de desemprego e a desigualdade social como fatores motivadores para o embate.
Nesse cenário, a falta de ofertas no mercado de trabalho mostra-se um com-plexo dificultador. Tal fato se dá, pois, o país sofre há anos com um cenário de instabilidade política, que não assegura as leis trabalhistas vigentes. Dessa forma, 8% da população se encontra desempregada no Brasil, segundo o IBGE, o que faz as pessoas não terem dinheiro para se alimentar. Assim, é possível destacar o alto número de cidadãos desempregados, como um entrave no que tange ao problema.
Em paralelo, a disparidade socioeconômica entre os indivíduos brasileiros é um agravante para a problemática. Nessa perspectiva, Hannah Arendt, uma filósofa alemã, afirmou: “A essência dos direitos humanos é o direito a ter direitos”. Entre-tanto, tal essência não é verificada na questão da dicotomia social, visto que está presente no contexto brasileiro, e acarreta na fome. Logo, a segregação coletiva trata-se de um intensificador do problema central.
Em suma, a alta taxa de desemprego e a desigualdade social são fatores moti-vadores para a questão da fome no Brasil. Nesse sentido, se faz necessário inter-venção governamental. Para tal, o ministério da economia, responsável por executar a política econômica nacional, deve regular os preços dos alimentos por meio de ações com empresas alimentícias, com intuito de tornar a comida acessível a todos. Somente assim, a questão da fome poderá ser combatida.