A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 12/03/2024
Em meados do século XX, o escritor Stefan Zweig escreveu sua obra “Brasil, um país do futuro”, que logo se tornou uma espécie de lema para nação verde-amarela. Entretanto, observa-se a questão da fome no Brasil. Nesse viés, torna-se crucial analisar as causas desse revés, dentre os quais se destacam a desigualdade social e também a negligência governamental.
Em primeiro lugar, é notório pontuar a desigualdade social como uma das causas. De acordo com Robert Lee, poeta estadunidense, “Antes de construir um muro, pergunto sempre quem estou murando e quem estou deixando de fora”. Dessa maneira, a frase do poeta relaciona tanto a desigualdade social, que impede que todos tenham as mesmas condições, quanto a falta de inclusão. Segundo pesquisas do IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-, a República Federativa do Brasil é a 9° maior economia no mundo, no entanto, mais de 33 milhões de pessoas passam fome no território, evidenciando a profunda desigualdade socioeconômica no país. Com isso, tal realidade deve ser alterada.
Ademais, para Bauman, algumas instituições atuam como “Zumbis”, pois perderam sua função social. Nessa ótica, tal teoria é constatada na terra de Santa Cruz, dado que fome vêm crescendo nos últimos anos no Brasil. Além disso, reconhecer que a desnutrição afeta desigualmente os diferentes grupos sociais, é importante para fomentar políticas públicas voltadas para o abastecimento dessas populações, pelo menos como forma imediata de mitigação do problema.
Portanto, tendo em vista os argumentos apresentados acerca da fome e seus fatores motivadores, é de suma importância que o Estado- órgão responsável pelo bem-estar social- desenvolva medidas efetivas para amparar essa parcela da população, a melhoria nas políticas públicas,por exemplo, na disponibilização de benefícios sociais, a garantia de merenda escolar e a geração de empregos, a fim de desenvolver uma sociedade mais justa e unida. Somente assim, será possível desenvolver um país do futuro, perante a obra de Stefan Zweig.