A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 04/06/2024
A Constituição Federal de 1988 assegura o direito humano à alimentação aos cidadãos brasileiros. No entanto, muitas vezes, tais medidas não são colocadas em prática, visto a persistência da fome no Brasil, bem como os seus motivadores. Desse modo, vale discorrer acerca das causas do problema em questão.
Historicamente, os pequenos agricultores, que, geralmente, vendem os alimentos com preços mais acessíveis, ocupam territórios ameaçados pelo setor agropecuário, que tem como fator expoente a exportação de produtos alimentícios. Nesse viés, a desigualdade econômica, junto ao escasso empenho do Estado em amparar a parcela que sofre com a escassez de alimentos, é o pilar da invisibilidade socioeconômica dessa minoria.
Ademais, de acordo com uma pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2020, mais de dez milhões de pessoas moram em domicílios com insegurança alimentar grave, ou seja, há a privação severa do consumo de nutrientes essenciais à vida, principalmente na área rural. Aliado ao fato supracitado, as condições de trabalho influenciam o acesso aos alimentos, pois estão ligadas ao poder aquisitivo. Dessa forma, a concentração de renda é influente na dinâmica da restrição alimentar.
Portanto, para que haja a ateanuação do impasse, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS)- responsável por promover a inclusão social e a segurança alimentar- deve criar núcleos sociais em todas as regiões do Brasil, por meio de políticas públicas que visem a promoção de empregos para a população economicamente ativa. Tal medida amenizará os motivadores da fome e, consequentemente, combaterá a insegurança alimentar no Brasil. Assim, os direitos previstos na Constituição Federal serão assegurados.