A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 22/04/2018
Na antiguidade, aqueles que não pertenciam a cultura grega eram chamados de bárbaros. Durante a Segunda Guerra Mundial, Hitler, com sua supremacia nazista, alastrou a população judaica. O processo de Neocolonização, na África, alegou que os países africanos necessitavam de civilização. Nesse viés, os supracitados casos de superioridade ética ecoam nos dias hodiernos brasileiros no que tange a xenofobia, a qual possui vertentes econômicas e culturais e necessita de contornos significativos.
Primeiramente, é preciso compreender os motivos da aversão contra os estrangeiros. Há quem sustente que a população migrante apresenta uma ameaça à economia nacional por ocuparem vagas laborais que, supostamente, seriam destinadas aos nativos. Porém, essa nova parcela da população contribui para a expansão da economia. Além disso, argumenta-se que a cultura do migrante tem o poder de sufocar as tradições locais. Dessa forma, o mundo globalizado continua a contribuir, indiretamente, para a sobreposição de identidades.
Ademais, não há como negar que estigmas socioculturais possuem ascendência. Em decorrência disso, é notório que grande parte da sociedade mundial sustenta a veracidade de que todas as culturas islâmicas são terroristas. Outrossim, vale ressaltar também o fato de que o Brasil possui leis que criminalizam casos xenófobos, no entanto, são poucos os que chegam à Justiça. Nada disso, porém, seria tão prejudicial se o ideário do relativismo fosse concretizado.
Fica clara, portanto, a imprescindibilidade de políticas que assegurem os direitos dos migrantes em combate ao etnocentrismo. Para tal objetivo, o Ministério da Cultura, deve criar propagandas informativas, a serem exibidas em rádios, redes sociais e televisões, sobre a participação de imigrantes na sociedade brasileira com intuito de desmoralizar estereótipos e conduzir os indivíduos à boas ações. Em consonância, a esfera política do Brasil deve posicionar-se a favor do acolhimento de estrangeiros em nosso país, a fim de influenciar a população a desenvolver caminhos que mudem a história da intolerância ética.