A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 24/04/2018
Desde a sua formação no Período Quaternário da Era Cenozoica, a humanidade apresentou comportamentos de intolerância em relação àquilo que é diferente. Em função disso, travaram-se guerras e perseguições. Atualmente, conquanto isso tenha sido reduzido com medidas humanitárias recentes, ainda há reminiscências que se alastram, especialmente em se tratando da questão da xenofobia no Brasil, fruto de falsas associações midiáticas e de uma precária formação social.
Em primeira análise, o modo com o qual os indivíduos associam as informações distribuídas pelos veículos midiáticos às minorias em questão é uma das causas da xenofobia no Brasil. Segundo a Filosofia, a generalização excessiva é uma falácia lógica que ocorre quando o tamanho de uma amostra é pequena demais para sustentar uma generalização. Portanto, quando as ações do Estado Islâmico, por exemplo, são demonstradas na televisão, 1 bilhão e 800 milhões de árabes são reduzidos, frequentemente, a terroristas e pessoas desumanas. Por conseguinte, tornam-se alvos de perseguição e ódio, como, dentre outros casos, foi a situação de Mohamed Ali, sírio refugiado, o qual sofreu perseguição xenofóbica verbal em Copacabana, devido à sua condição étnica.
Por outro lado, faz-se necessário ressaltar o condicionamento social como impulsionador de mentalidades xenofóbicas. Segundo Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar, dotada de coercitividade, generalidade e externalidade. Seguindo essa linha de pensamento, a xenofobia encaixa-se na teoria do autor, uma vez que, se uma criança nasce em uma família na qual culturas e etnias diferentes dos dela são tratados de forma desrespeituosa, esse indivíduo em formação tende a repetir esse comportamento, transmitindo-o de geração em geração.
Sendo assim, levando-se em consideração os aspectos apresentados, torna-se urgente a tomada de medidas que solucionem esse paradigma. A fim de combater as falácias lógicas tomadas pelos indivíduos, o Ministério da Educação ( MEC) deveria implementar, na grade curricular, o estudo sobre os impactos negativos das generalizações na vida social e como identificá-las, tornando, assim, os futuros cidadãos conscientes sobre seu modo de pensar. Além disso, para que possa haver maior tolerância para com os estrangeiros, o MEC também deve instaurar aulas de direitos sociais e individuais, além de possibilitar um estudo básico da Constituição Federal durante o ano letivo. Por outro lado, o Governo Federal, junto com a mídia televisiva, deve incentivar e criar campanhas nacionais de conscientização e solidariedade, objetivando o combate à xenofobia e o respeito às diferenças. Apenas assim, com a tomada dessas medidas, o Brasil poderá superar essa intolerância histórica da humanidade.
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