A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 28/05/2018

Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a cultura da Xenofobia, no Brasil, hodiernamente verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática. Dessa forma, a problemática persiste intrinsecamente ligada á realidade do país, seja pelo mito de um ambiente acolhedor, quando se refere aos refugiados islâmicos ou africanos, seja pelo preconceito proveniente dos diferentes conceitos de cultura e religião que não são os mesmos que o nosso.

Paralelamente, destaca-se o mito de um país acolhedor como impulsionador do problema. Segundo Durkheim, o fato social consiste na maneira de agir e de pensar, dotado de exterioridade, generalidade e coercividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que após a primeira e segunda Guerra Mundial o Brasil gozava de receptividade e tolerância. No entanto, com a chegada de africanos, haitianos, e muçulmanos é perceptível o grande número de preconceito e agressões, devido a alta taxa de generalização de que esses povos respectivamente possam ser escravos e terroristas. Desse modo, é constatado o antagonismo do Brasil com uma nação hospitaleira.

Outrossim, a sociedade em sua grande maioria possui uma predisposição a julgar o que não é comum e com a ajuda da mídia que vincula na maioria das vezes o lado negativo, é consequentemente formado a generalização. Desse modo, o preconceito persiste pela associação errônea de que todo muçulmano é terrorista e todo negro deve ser escravizado e quando isso é ligado a uma sociedade altamente seletiva e capitalista o problema persiste por desencadeamento, gerando inúmeros constrangimentos a essas vítimas.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um país melhor. Destarte, o Ministério da Justiça deve inserir o aprimoramento de leis que beneficiem as  vítimas contra os inúmeros casos de agressões, para que gradativamente os casos sejam amenizados e consequentemente o Brasil se torne um verdadeiro país acolhedor. Ademais, como já dito o pedagogo Paulo Freire, a educação muda as pessoas e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação deve inserir nas escolas palestras desde o ensino básico ao médio com profissionais capacitados, sobre a importância do respeito e tolerância com qualquer tipo de indivíduo independentemente da sua raça ou cor, para que  os jovens entendam desde cedo a importância do acolhimento que cada nação deve com outra sem qualquer tipo descriminação e enfim cresçam com o respeito e afeto ligados a sua integridade humana.