A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 30/05/2018
No que se refere à xenofobia, pode-se afirmar que o tema traz à tona o nacionalismo e o regionalismo exacerbado, que se alia aos diversos tipos de intolerância, como a racial, a religiosa ou a socioeconômica. Nesse sentido, é necessário a execução e funcionalidade das leis já existentes, como a lei que pune crimes de ódio, e , também, a sensibilização e conscientização da sociedade sobre o combate dessa causa.
Em primeiro plano, o nacionalismo e o regionalismo são uma das principais causas da xenofobia, desse modo, essas ideologias são idealizadas, como, por exemplo, um território nacional ou regional de maioria branca, cristã e desenvolvida economicamente que deve exercer seu poder sobre os demais. Ou seja, qualquer pessoa fora desse padrão é desrespeitada, exclusivamente se ela for imigrante, pois os agressores sabem que há uma certa impunidade para violência, física ou psicológica, contra estrangeiros no país. Dessa maneira, haitianos, sírios e venezuelanos são atacados, respectivamente, por sua raça, religião e sua posição econômica, e, também, por não serem brasileiros. De acordo com a teoria “Modernidade Líquida” de Zigmunt Bauman, a individualidade é uma das principais características da sociedade, consequentemente, uma parcela tende a não tolerar diferenças, sendo assim, entende-se que esse ato de represaria se da principalmente pelo egoísmo e ignorância de uma suposta superioridade que não existe.
Ademais, a xenofobia não precisa ser praticada apenas contra membros de outros países. No Brasil, a xenofobia é sofrida principalmente por nordestinos, que moram em uma região predominantemente negra, com religiões afrodescendentes e , também, com classes sociais mais baixas que o resto do país. À vista disso, segundo jornal O Globo, as denúncias do disque 100 subiram 613% no ano de 2015, entre as vítimas, haitianos, palestinos e principalmente nordestinos que vão para o sul do país, onde ironicamente a maioria é branca, cristã e desenvolvida economicamente. Apesar disso, a maioria das denúncias nem se quer são julgadas e, então, essa prática se normatiza.
Entende-se, portanto, que o Ministério da Justiça, por intermédio de penas mais rigorosas sobre crimes de ódio, deve prender, multar e reeducar esses agressores, para que evitem cometer tais delitos contra a sociedade. Cabe, também, à Secretaria de Comunicação Social, por meio de propagandas na internet e redes televisivas , deve sensibilizar os cidadãos quanto a situação dos imigrantes citados, mostrando suas realidades, e conscientizar sobre o direito ao respeito e à integridade física e psicológica desses imigrantes, e, também, integrar o assuntos sobre intolerância de raça, religião e classe social, para que se evite a propagação da xenofobia e demais preconceitos.