A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 17/07/2018

A  questão da xenofobia é um problema recorrente na história da humanidade. Na Segunda Guerra Mundial, por exemplo, os campos de concentração nazista, que julgavam e condenavam pessoas que não eram da “raça ariana”. Apesar do Brasil ser um país acolhedor, tem-se, atualmente, um contexto análogo a essa situação: ainda persistem os casos de discriminação e preconceitos sofridos por indivíduos refugiados, principalmente os da Venezuela. Logo, encontrar caminhos para combater a xenofobia, no Brasil, é um desafio que precisa ser enfrentado pela sociedade civil e pelo Estado.

Primordialmente, ressalta-se a crise político-econômica na Venezuela tornou o país inabitável, devido aos aumentos drásticos em alimentação e outros produtos vitais para a população. Por consequência disso, em 2017, mais de 40 mil refugiados venezuelanos chegaram ao Brasil pela fronteira localizada no Estado de Roraima, de acordo com a Prefeitura de Boa Vista. À vista disso, os índices de xenofobia praticados pelos brasileiros para com os refugiados cresceram exponencialmente. Isto posto, diariamente, são divulgados nos meios de comunicação casos de agressão aos venezuelanos, sendo o mais famoso, divulgado pelo jornal O Globo, o de uma mulher da Venezuela grávida que foi agredida, após cruzar a fronteira, por três homens exigindo que ela voltasse para o país dela.

Esse cenário, vai de encontro ao status internacional possuído pelos brasileiro de nação amigável e acolhedora, além disso ainda demonstra explicitamente o preconceito que está enraizado no tecido social, mesmo que em menor escala em relação à Alemanha nazista. Outrossim, conforme Durkheim,  o fato social é a maneira coletiva de agir e pensar. Ao seguir essa linha de raciocínio, verifica-se que a xenofobia se encaixa na teoria do sociólogo, uma vez que se uma criança está inserida em um ambiente com esse tipo de pensamento, tende a adotá-lo também por conta da vivência em grupo. Sendo assim, existe a perpetuação da xenofobia, transmitida de geração a geração, funcionando como base forte dessa forma de raciocínio.

Diante dos argumentos supracitados, é inegável que o Estado deve proteger os refugiados da violência, tanto verbal quanto física, criando campanhas que evidenciem a importância do respeito aos sujeitos independentemente da sua nacionalidade e divulgando-as nos meios de comunicação e em escolas, com o intuito de formar cidadãos mais comprometidos em garantir o bem-estar do corpo social como um todo. Além do mais, é cabível ao Poder Executivo criar um projeto de lei que torne mais rígida a punição por xenofobia, com intuito de diminuir as ocorrências do crime. Portanto, fazendo com que o Brasil faça jus a forma como é conhecido no exterior.