A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 08/07/2018

Na Antiguidade, o termo bárbaro era utilizado para designar estrangeiros, com conotação de “incivilizado”, pelos gregos e romanos. É perceptível que o preconceito e aversão à outras culturas tem raízes históricas e se intensifica em nosso mundo globalizado.

A Globalização, que consiste num processo de integração entre as nações, devia abrir as fronteiras para maior aproximação entre as culturas. O presidente dos EUA, Donald Trump, divulgou recentemente o decreto que barra o ingresso de imigrantes de países muçulmanos e também a construção do muro EUA-México. Similarmente, a candidata à presidência da França, Marine Le Pen, prometia suspender a imigração no país. Estas ações mostram a intolerância à culturas não europeias e o etnocentrismo perante às demais nações.

Convém destacar, também, que no Brasil esse pensamento xenófobo é bem atual. A formação da sociedade brasileira foi marcada por grandes deslocamentos populacionais, como o tráfico de africanos, imigração européia (italiana, alemã, holandesa e etc) e asiática (japonesa e coreana). Apesar de ser um país multiculturalista, há muito preconceito com culturas consideradas “inferiores”, ou seja, não-europeias, podendo ser visualizada pelo aumento de mais de 600% das denuncias de xenofobia contabilizadas pelo Disque 100, sendo que mais de 25% eram contra haitianos e mais de 15% contra muçulmanos.

Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. O Poder Legislativo deve agir criando leis mais severas, intensificando a fiscalização e punindo os agressores. O Estado pode investir em ONG´s que auxiliam os imigrantes e mobilizar campanhas e palestras públicas em escolas, comunidades e mídia, objetivando a exposição da problemática e o debate acerca do tema. Assim, será possível garantir um país mais justo e verdadeiramente globalizado à todos.