A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 30/08/2018
Platão, filósofo grego, afirmou através do Mito da Caverna que o conhecimento na terra são sombras, defendendo a investigação filosófica na apreensão da realidade. No entanto, quando se observa a questão do xenofobismo, no Brasil, hodiernamente verifica-se que alguns temas ainda reforçam essa ideia e a problemática persiste intrínseca à realidade do país. Nesse contexto, torna-se claro a insuficiência de estruturas especializadas no acompanhamento da entrada deste público nas fronteiras, bem como o entendimento das necessidades sociais destes imigrantes.
É indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. De acordo com o filósofo grego Aristóteles, a política, por meio da justiça, deve trazer o equilíbrio na sociedade. Logo, a lei 9457 de 1997 repudia qualquer tipo de discriminação seja ela racial, social, étnica e de procedência nacional, de modo que, sua aplicação é falha, assim como a orientação e tolerância da população em relação aos imigrantes.
Outrossim, destaca-se as crises econômicas vivenciadas por outros países, gerando uma grave crise humanitária que força a população daquele determinado local em sair de suas nações em busca de refúgio. Dessa forma, procuram fugir da fome e da miséria instaurada, como exemplo, vivenciado atualmente na Venezuela. De acordo com a ONU 1,5 Milhões de venezuelanos já deixaram suas cidades desses, 56 mil pediram asilo no Brasil. Dessa maneira, pela alta concentração de imigrantes em um determinado local, aumenta a proliferação de doenças, criminalidade e saneamento, gerando sentimentos xenofóbicos por parte da população, como evidenciado na cidade de Pacaraima em Roraima.
Fica evidente, portanto, que ainda há entraves para solidificação de políticas que visem o combate ao xenofobismo, no Brasil. Destarte, o governo deve enviar ajuda financeira aos estados que recebem a entrada de refugiados, retirados recursos das reservas internacionais, para que distribua alimentos e contrate abrigos temporários, afim de evitar uma grave crise de saúde e de Xenofobia nessas cidades. Além disso, buscar parcerias com ONGs para criar estruturas especializadas de acompanhamento ao imigrante, buscando ajuda financeira de empresas privadas em troca de isenção fiscal, para que proporcione atendimento primário aos refugiados, e também oriente a população na compreensão das necessidades que esses imigrados necessitam nessa hora. Por conseguinte, contribuindo com um país mais tolerante e solidário, para que não vivam a realidade das sombras, assim como na alegoria da Caverna de Platão.